27 janeiro 2017

Religião E Comércio No Transporte Público

Polêmica No Ônibus...

Era um dia comum em Brasília, e me dirigia ao trabalho.

Pelo transporte público gasto em torno de 40 minutos para chegar até meu destino. Estava na fila aguardando o ônibus; tem sempre aqueles espertinhos cortando fila, disfarçam e dão o golpe. Acho que antigamente havia mais respeito neste sentido. Hoje, a super concorrência e a falta de se importar com os outros parece ter se tornado características comuns do espírito desse tempo. A maioria vive uma vida apressada, correndo atrás do dinheiro como se estivesse numa briga diária pela sobrevivência, vida ou morte. Deveríamos ter largado essa selvageria há séculos, mas ela persiste; provavelmente por uma imposição  do próprio sistema, ou efeito colateral deste. Sendo assim, não culparia somente as pessoas em particular; infelizmente é um composto do espírito desse tempo.

Mas, sinceramente, penso que quem corta fila rouba, mente e se prostitui. 

Pois então, segundos após o ônibus articulado sair do terminal, com uma quantidade razoável de passageiros, ouço uma voz feminina cantando em pregação religiosa, logo me senti incomodado - mas não tão rápido quanto uma mulher que interrompeu a cantoria dizendo que precisava ouvir um áudio de mensagem eletrônica. A moça cantora se calou.

Uma outra mulher se sentiu incomodada. Pude ouvi-la resmungar que quem quisesse ouvir áudio que usasse um fone de ouvidos. Faz sentido, concordo; e me lembrei mais uma vez que preciso urgentemente comprar um bom fone de ouvidos, pois estes que costumam acompanhar a maioria dos Smartphones não são tão bons, não vedam bem as interferências externas, necessitando aumentar muito o volume, além de não serem nada confortáveis.

Bom, senti vontade de dizer que todas estavam erradas, principalmente a moça que começou a cantar, pois ninguém deveria ser obrigado a ouvir pregação religiosa; não só nos ônibus e transporte público em geral, onde, normalmente, os usuários aproveitam o tempo de viagem para fazerem outras coisas como ler, por exemplo, mas porque religião nenhuma deve ser imposta e forçada.

SOU CONTRA QUALQUER TIPO DE MANIFESTAÇÃO, CULTURAL, IDEOLÓGICA, COMERCIAL E PRINCIPALMENTE RELIGIOSA DENTRO DO TRANSPORTE PÚBLICO COLETIVO. Sobretudo, algumas dessas praticas já são proibidas em alguns lugares.

Porém, contanto que se peça licença e seja breve, é até aceitável; mas como não sou eu quem dita as regras, e vislumbrando não mais ter o trasporte público como principal meio de ir ao trabalho, evito a fadiga usando fone de ouvidos; mas tem sido difícil, pois alguns ambulantes e pregadores chegam a quase gritar - o que me obriga aumentar o volume do fone, prejudicando a audição. Sobretudo, algumas dessas praticas  já são proibidas em alguns lugares.  

Contudo, pra aumentar ainda mais a profundidade da reflexão que objetiva ajudar a chegar no que seria o ideal comportamento dentro do transporte coletivo, ou próximo disso, a jovem cantora em questão era negra; o que me colocou receoso quanto a não prejudicar sua auto-estima, nem ser mau interpretado e, ao mesmo tempo, dizer que ninguém deveria ser obrigado a ouvir pregação religiosa, mas que se pedisse licença e fosse breve, seria mais democrático e aceitável.

Dentro de ônibus e trasporte público em geral parece cada coisa, já viu? Tem gente que desenvolve uma lábia sofisticada pra convencer o usuário e consumidor em potencial (e o consumismo também). Entendo que precisam ganhar seu dinheiro. Mas, ultimamente - talvez devido a dita crise -  estão explorando excessivamente o ambiente fechado e lotado de passageiros, e nos fazendo reféns.

Entram no coletivo pra vender balas, doces e outras porcarias, argumentado a incrível qualidade e bom negócio de estar adquirindo os mesmos; atitude típica da selvageria do mercado capitalista. E o pior, chegam a usar religião para amolecer o coração dos possíveis consumidores. Fazem até seus próprios irmãos religiosos se sentirem constrangidos por não comprarem.

Detalhe: são todos cristãos (ou se fazem)  e agem como se todos fossem. Imagine se outras religiões começassem a ser pregadas no interior dos ônibus! Provavelmente não iriam tolerar o Rastafarianismo, por exemplo: maconha, tambores e a afirmação de que Deus é um Negrão.
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